Número é 11 vezes maior do que o registrado em hospitais privados da cidade e supera dados de julho, quando o município contabilizou a maior quantidade de casos positivos da infecção

O número de atendimentos a pessoas com sintomas respiratórios na rede municipal de saúde deu um salto em novembro. No Centro Covid-19 anexo à UPA, por exemplo, foram realizadas 3.100 consultas a pacientes com quadro gripal. Essa quantidade chega a ser 11 vezes superior aos registros de hospitais particulares do município no mesmo mês, relação que demonstra a importância da assistência oferecida pela prefeitura. O Executivo local também organizou as unidades de saúde da família (USF) e estruturou o Hospital de Campanha para o período  da pandemia de coronavírus.  

“Quando analisamos o relatório do Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 vemos que fizemos o certo não desmontando a estrutura quando os dados epidemiológicos do novo coronavírus estavam mais equilibrados. Só na última semana do mês passado, foram 1.021 consultas no anexo da UPA. No dia mais tranquilo, se assim podemos dizer, foram 93. O pico ocorreu em 27 de novembro, com 176 atendimentos”, conta o secretário municipal de Saúde, Carlos Rezende. “Mas esses números nos deixam muito temerosos”, acrescenta. 

Hospital particular de Patos de Minas
Centro de Atendimento para Enfrentamento à Covid-19 (CAEC – UPA)

A preocupação do titular da Saúde faz ainda mais sentido diante do boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira (4) pela Vigilância Epidemiológica. O informe aponta 73 novos casos positivos lançados no sistema em relação a ontem e 143 a mais na comparação com o dia 1º de dezembro. “O aumento dos últimos dias ainda não está contabilizado nos indicadores do Minas Consciente que nos mantiveram na onda verde por mais uma semana. O reflexo deve ser sentido na próxima avaliação”, analisa o coordenador do Comitê Municipal de Enfrentamento à Covid-19, Célio Adriano Lopes. 

Para o coordenador, a acentuação da curva de casos positivos da doença é consequência do relaxamento da população de forma geral. “É também resultado dos excessos cometidos no fim das eleições, mas não só nesse período. O cidadão perdeu o medo, reduziu a prevenção e, como já vem sendo alertado pela Epidemiologia, está inclusive levando o vírus para dentro de casa e contaminando familiares. Não nos esqueçamos de que já temos 87 mortes e muitas pessoas com sequelas, lutando para retomar a vida normal”, finaliza Célio Lopes. 

Atendimentos CAEC – UPA em setembro
Atendimentos CAEC – UPA em outubro
Atendimentos CAEC – UPA em novembro