Cerca de 200 pessoas participaram, na tarde desta sexta-feira (26/8), do II Encontro de Práticas Intersetoriais: Vigilância em Saúde e Atenção Básica, cujo tema  foi a prevenção da violência sexual, física e mental contra a mulher. O objetivo principal foi orientar os profissionais presentes quanto ao fluxo de atendimento às vítimas, fortalecendo a rede de apoio.

Para isso foram apresentados os trabalhos realizados nesse segmento pelas secretarias municipais de Saúde e de Desenvolvimento Social (em especial pelo Centro de Referência da Mulher-CRM), pelo Ministério Público e pelas polícias Militar e Civil. A diretora de Vigilância em Saúde, Lílian Marinho, destacou o bom número de participantes e a riqueza das palestras. 

Para a coordenadora do CRM, Raisa Noronha, o encontro de práticas intersetoriais é de suma importância. “As consequências da violência contra a mulher são multidimensionais, não ficam restritas ao âmbito familiar ou judicial. O combate precisa acontecer de forma sistemática, e a integração de uma rede de prevenção e apoio é o caminho para minimizarmos os danos e atacarmos esse mal pela raiz”, disse.

Violência contra a mulher e saúde pública são temas diretamente relacionados, pois as vítimas desse tipo de crime são mais propensas a necessitar de atendimento médico-hospitalar. Os danos físicos e/ou psicológicos podem ser temporários ou permanentes, o que, de uma forma ou de outra, vão demandar tratamento. 

Importante saber!

  • Onde denunciar: pelos telefones 190 ou 180, sendo a anônima a denúncia
  • Em caso de violência sexual, a referência para o primeiro atendimento (primeiras 72 horas) é o Hospital Regional Antônio Dias
  • No SAE/Secretaria Municipal de Saúde: ofertados serviços de assistência especializada a mulheres que sofrem violência sexual (acompanhamento por equipe multidisciplinar – ginecologista, psicólogo, enfermeiro e infectologista)
  • Qual o contato do CRM: 3822-9827 (Av. Getúlio Vargas, prédio do antigo fórum)