Diante da infestação por mosquitos do gênero Culex – pernilongos comuns – em diversos bairros do município, a Prefeitura de Patos de Minas/Vigilância em Saúde Ambiental esclarece que:

– esse gênero de mosquitos não transmite dengue, zika e chikungunya. A presença desses insetos causa grande incômodo, tanto pelo zumbido quanto pelas picadas, causando perturbação do sono;

– a proliferação do pernilongo comum ocorre por meio da oviposição da fêmea do mosquito em águas paradas e com presença de matéria orgânica, o que tem sido ocasionado pelo tempo de estiagem. A escassez de chuva favorece a formação de bolsões de água em córregos da região, sendo assim consequência natural das condições climáticas, e não algo sobre o qual a prefeitura tem responsabilidade ou controle;

– foi constatada a presença de larvas em córregos e lagoas naturais/artificiais da região, e eles tornaram-se grandes criadouros de onde proliferam milhares de novos mosquitos diariamente;

a aplicação de “fumacê” não é a solução, pois só eliminará o mosquito adulto, além de se correr grande risco de afetar outras espécies de insetos e prejudicar o equilíbrio ambiental;

– os inseticidas e larvicidas são fornecidos pelo Governo de Minas Gerais, sendo eles direcionados, única e exclusivamente, ao controle do Aedes aegypti, causador de dengue, zika e chikungunya. Portanto a aplicação do “fumacê” somente ocorre quando há um caso positivo dessas doenças no quarteirão, para realizar o bloqueio de transmissão. Salientamos que são seguidas cautelosamente as orientações das Diretrizes Nacionais do Controle da Dengue;

– outras medidas de manejo ambiental estão sendo executadas em conjunto com a Diretoria de Meio Ambiente, o Codema e a Secretaria Municipal de Obras Públicas, como a drenagem em locais com água parada e acúmulo de matéria orgânica. O poder público tem atuado da forma que lhe é possível, mas o problema será amenizado de maneira mais efetiva somente quando retornar o período chuvoso ou ocorrer precipitação mais intensa, com capacidade para extinguir os bolsões;

– orienta-se a adoção de práticas comuns de proteção individual para impedir ou reduzir o contato mosquito-homem: telas em portas e janelas, mosquiteiros, vestimentas apropriadas (mangas e calças longas em cores claras), correntes de ar que dificultam o voo dos mosquitos (ventiladores, circuladores de ar) e uso de repelentes.