Segundo a Anvisa, as máscaras caseiras funcionam como barreira física contra o coronavírus, reduzindo a incidência de contaminação
No último dia 20 de abril, foi publicado decreto municipal dispondo sobre a obrigatoriedade de uso de máscara de proteção e outros recursos necessários à prevenção contra o coronavírus nos órgãos, entidades, estabelecimentos comerciais, industriais e de serviços em geral de Patos de Minas. Embora a medida tenha sido implementada por recomendação do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Covid-19 e atualmente seja inclusive orientação do Ministério da Saúde, ainda suscita questionamentos quanto à sua eficácia.

De fato, conforme a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o uso de máscaras faciais não-hospitalares não fornece total proteção contra infecções, mas reduz a sua incidência, pois elas servem como barreira física, diminuindo a exposição e o risco de contágio para a população em geral. Segundo o órgão, o coronavírus pode espalhar-se por gotículas suspensas no ar quando pessoas infectadas conversam, tossem ou espirram.

É importante destacar que a eficiência da utilização da máscara de pano está diretamente relacionada ao seu uso adequado. Além disso é imprescindível associá-lo a medidas preventivas adicionais, como, por exemplo, higienizar as mãos e cobrir o nariz e a boca com o cotovelo flexionado ou com lenço de papel se for tossir ou espirrar.

Quanto ao uso adequado da máscara, alguns aspectos precisam ser observados:
-esse equipamento deve ficar bem ajustado ao rosto, cobrindo do nariz ao queixo;
-as mãos devem ser higienizadas com água e sabão ou com preparação alcoólica a 70% antes e depois da retirada da máscara;
-durante seu uso, a máscara não deve ser tocada;
-sempre que estiver úmida, com sujeira aparente ou danificada, ela deve ser trocada;
-a máscara não deve ser compartilhada com outra pessoa, mesmo que esteja lavada.

A Anvisa também orienta que sejam evitados, na fabricação das máscaras, tecidos que podem causar irritação na pele (como poliéster puro e outros sintéticos), recomendando o uso de tecidos que possuam maior porcentagem de algodão em sua composição.

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