Em 30 dias, 306 pessoas tiveram confirmação da doença por exame

Os cuidados para evitar a proliferação do Aedes aegypti não podem ficar em segundo plano em nenhuma época do ano. Prova disso é que, apesar de as temperaturas estarem mais amenas e as chuvas menos frequentes, o mosquito tem feito novas vítimas em Patos de Minas. Até a última sexta-feira (29), o município somava 432 casos confirmados de dengue e 1.047 notificações. Em 29 de abril, eram 126 confirmações, ou seja, houve aumento de 306 doentes em 30 dias. 

Segundo a coordenadora do Programa Municipal de Combate à Dengue (PMCD), Daniele Cristine Nunes, os dados estão aquém da expectativa, mas não deixam de acender o alerta. “Esperávamos uma epidemia igual ou pior à do ano passado, quando foram 4.876 casos positivos. Segundo estudos do Governo estadual, este ano há predomínio do sorotipo 2 do vírus, o mesmo de 2019. Ele não circulava há mais de dez anos, então a população ainda está bastante suscetível. Nosso trabalho é para não deixar a doença avançar mais, entretanto, sem a colaboração popular, não é possível.”   

A agente de combate a endemias Suelene Pereira ressalta que muitos focos do mosquito têm sido encontrados em residências, o que comprova a necessidade de a população ser parceira no combate ao Aedes aegypti. “Encontramos muitos problemas também em lotes vagos, sobretudo em bairros com muitas construções. Há localidades em que a vistoria ocorre com mais frequência, ainda assim sempre há materiais que acumulam água descartados de forma incorreta.” 

As denúncias de focos do mosquito da dengue podem ser feitas pelo telefone 3822-9755. 

Doenças – A diretora de Vigilância em Saúde, Geize Marques, ressalta que a dengue fragiliza muito o sistema imunológico do doente. “A pessoa fica mais vulnerável a contrair outros vírus, e precisamos lembrar que estamos em tempo de pandemia de Covid-19. Portanto é mais um motivo para mantermos os cuidados contra o Aedes aegypti.”  

Além de transmissão do vírus da dengue, que apresenta quatro sorotipos, o Aedes aegypti é vetor de contaminação da zika e da chikungunya. O mosquito é também vetor da febre amarela urbana.