Aprenda como agir se for picado por aranhas

A equipe do Centro de Controle de Zoonoses realizou, esta semana, ação educativa no Bairro Valparaíso sobre acidentes por aranhas, fluxo de atendimento nesses casos e medidas de prevenção. Este ano, até o momento, Patos de Minas contabiliza 31 registros dessa natureza, tendo havido recente óbito de um morador de 49 anos.

No Brasil são mais de 4.500 espécies de aranhas, porém a aranha-marrom (ou aranha-violino), a aranha-armadeira (ou macaca) e a aranha viúva-negra representam perigo para a população. Segundo a diretora de Vigilância em Saúde, Lílian Marinho, o quadro clínico dos pacientes picados por esses aracnídeos varia de acordo com a idade, a espécie da aranha e doenças preexistentes. A clínica mais comum é dor e alterações no local da picada.

A maioria dos quadros são leves e tratados apenas com limpeza do local picado e o uso de analgésicos. Mas há os quadros graves, podendo inclusive comprometer o sistema circulatório e renal e levar o paciente a óbito. “Nesses casos, há necessidade de administração de soro específico, e aqui ele está disponível no Hospital Regional Antônio Dias”, explica Lílian Marinho.

O que fazer em caso de acidente com aranhas

  • – Lavar o local da picada.
  • – Usar compressas mornas, pois ajudam no alívio da dor.
  • – Elevar o local da picada.
  • – Procurar o Hospital Regional Antônio Dias.
  • – Quando possível, levar o animal ou a foto para identificação.

Atenção ao que não se deve fazer após acidente

  • – Não fazer torniquete ou garrote.
  • – Não furar, cortar, queimar, espremer ou fazer sucção no local da ferida.
  • – Não aplicar folhas, pó de café ou terra para não provocar infecções.
  • – Não ingerir bebida alcoólica, querosene ou fumo, como é costume em algumas regiões do país.

Aprenda medidas de prevenção

  • – Manter jardins e quintais limpos, assim como evitar o acúmulo de entulhos, folhas secas, lixo doméstico, material de construção nas proximidades das casas.
  • – Evitar folhagens densas (plantas ornamentais, trepadeiras, arbusto, bananeiras e outras) perto de paredes e muros das casas. Manter a grama aparada.
  • – Limpar periodicamente os terrenos baldios vizinhos, pelo menos numa faixa de um a dois metros perto das casas.
  • – Sacudir roupas e sapatos antes de usá-los, pois as aranhas podem se esconder neles e picar ao serem comprimidos contra o corpo.
  • – Não pôr as mãos em buracos, sob pedras e troncos podres.
  • – Usar calçados fechados e luvas de raspas de couro pode evitar acidentes.
  • – Vedar soleiras das portas e janelas ao escurecer, pois muitos desses animais têm hábitos noturnos.
  • – Vedar frestas e buracos em paredes, assoalhos e vãos entre o forro e paredes; consertar rodapés despregados; colocar saquinhos de areia nas portas e telas nas janelas.
  • – Usar telas em ralos do chão, pias ou tanques.
  • – Combater a proliferação de insetos para evitar o aparecimento das aranhas que deles se alimentam.
  • – Afastar as camas e berços das paredes; evitar que roupas de cama e mosquiteiros encostem no chão; inspecionar sapatos e tênis antes de calçá-los.
  • – Preservar os inimigos naturais de escorpiões e aranhas: aves de hábitos noturnos (coruja, joão-bobo), lagartos, sapos, galinhas, gansos, macacos, coatis entre outros (na zona rural).

ALERTA PARA O VERÃO! Acidentes com os animais peçonhentos são mais comuns nos meses de verão, devido ao calor, à umidade e ao período de reprodução. Manter a higiene e limpeza também é fundamental, uma vez que lixo e entulhos podem servir de abrigo para muitos deles, além de funcionarem como chamariz para alimentação. Moradores de áreas rurais e trabalhadores da agricultura não podem deixar de usar luvas e botas ao entrar em matas ou plantações.