Boletim Epidemiológico – COVID 19 – 08/05/2020

[et_pb_section fb_built=”1″ _builder_version=”4.4.2″][et_pb_row column_structure=”3_5,2_5″ use_custom_gutter=”on” gutter_width=”2″ _builder_version=”4.4.2″ custom_margin=”-15px|auto|-14px|auto||” custom_padding=”||0px|||”][et_pb_column type=”3_5″ _builder_version=”4.4.2″][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″ custom_padding=”||0px|||”]

QUARENTENA OU LOKDOWN (fechamento total)

O Brasil vem adotando medidas de isolamento social há mais de um mês como estratégia de combate ao coronavírus. Algumas cidades, agora começam a empregar a estratégia de decretar o lockdown, que é uma medida ainda mais restriva ao isolamento social. São Luis (capital do estado do Maranhão), começou com o lockdown na terça feira (05 de maio) e Fortaleza (capital do estado do Ceará) começará com a medida a partir da próxima sexta-feira (08 de maio).

Nas quarentenas – termo genérico -, o que geralmente acontece é o chamado distanciamento social, que pode ser mais brando ou mais extremo, a depender a situação epidemiológica da doença. O Ministério da Saúde classifica a estratégia de adoção da quarentena em dois subtipos: o Distanciamento Social Ampliado (DSA) e o Distanciamento Social Seletivo (DSS). 

A forma mais branda é o Distanciamento Social Seletivo (DSS), que preconiza apenas que pessoas do grupo de risco sejam isoladas e que o resto da população mantenha seus hábitos de vida e de deslocamento normalmente, desde que sigam os protocolos de higiene. Representa danos menores à economia, mas não é tão efetivo no combate ao coronavírus, porque “os grupos  

[/et_pb_text][/et_pb_column][et_pb_column type=”2_5″ _builder_version=”4.4.2″][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/05/Novo-Boletim_08-05-Boletim-Stories.png” _builder_version=”4.4.2″][/et_pb_image][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=”4.4.2″][et_pb_column type=”4_4″ _builder_version=”4.4.2″][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″]

vulneráveis continuarão tendo contato com pessoas infectadas assintomáticas ou sintomáticas, o que torna mais difícil o controle”, explica o Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico COE nº 07, de 06.04.2020. Popularmente o DSS é chamado de isolamento vertical.

O lockdown é portanto, a medida mais radical, o próximo passo na escala de contenção do distanciamento social, sendo mais restrito que o isolamento horizontal atualmente adotado. A população só é autorizada a sair de casa para serviços essenciais, e pode ocorrer até o uso da força policial para o cumprimento da medida (um Policial pode te parar na rua para garantir que você esteja em trânsito apenas para realizar sua atividade que deve ser essencial, como ir ao supermercado, por exemplo). Certas áreas podem ser totalmente isoladas, bem como estradas, e o trânsito ser controlado para evitar ao máximo a circulação de pessoas entre bairros ou cidades.

O lockdown geralmente é adotado em áreas muito afetadas pelo vírus por ser a forma mais eficaz de combate à transmissão. Foi a medida adotada em Wuhan, o epicentro da epidemia na China, juntamente com o uso de tecnologias de reconhecimento facial, pelo governo, para assegurar que as pessoas não estavam furando a quarentena. Regiões dos Estados Unidos, Itália e Espanha também decretaram o lockdown quando o número de casos fugiram ao controle. Alguns países, nem tão afetados pela pandemia, optaram por decretar o lockdown logo no início, mas a medida valeu a pena. O país saiu da pandemia com apenas 20 mortes por covid-19. Um feito histórico no combate ao coronavírus. (Disponível em: <https://super.abril.com.br>, acesso em 06.05.2020), com alterações.

Segundo a Fiocruz, o entendimento da lógica da rede de relacionamentos entre os municípios é de suma importância no momento atual da pandemia, já que frequentemente a população se desloca em busca por atendimento de saúde. Portanto, as decisões que são tomadas em um município irão afetar os outros da sua rede de relacionamentos, principalmente do entorno mais próximo, o que revela um olhar regional nas ações de combate à COVID-19, principalmente no que se refere à tomada de decisões rápidas. Disponível em <https://bigdatacovid19.icict.fiocruz.br/nota_tecnica_4_v2.pdf>, Acesso em 08.05.2020, 11:54’, com alterações.

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=”4.4.2″][et_pb_column type=”4_4″ _builder_version=”4.4.2″][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″]

PANORAMA EPIDEMIOLÓGICO

Mundo e Brasil

A curva de previsão do pico epidêmico de covid-19 no mundo ainda está com um número elevado de casos, considerando uma previsão hipotética do final da epidemia para o último dia do mês de dezembro de 2020, o que leva a crer que tal curva deva caminhar um pouco para a direita do gráfico, ou seja se estender a previsão do pico epidêmico.

[/et_pb_text][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/05/Ativo-1@3x.png” show_in_lightbox=”on” _builder_version=”4.4.2″ min_height=”280px” custom_padding=”9px|||||”][/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″]

Obs.: A previsão é incerta e espera-se que mude ao longo do tempo.

O Brasil, de acordo com a curva está começando a entrar no pico epidêmico, para uma situação hipotética de término da pandemia, também para o final do mês de dezembro de 2020. Fato preocupante, haja visto que o modelo matemático da dinâmica de diminuição do número de casos doença é modificada de acordo com o surgimento de casos novos e tal surgimento ainda vem se acelerando em diversos países. No caso do Brasil, em apenas dois dias (de 05.05.2020 a 07/05/2020, houve um salto de 15,09% no número de casos confirmados (de 114.715 casos para 135.106) e de 7921 óbitos para 9.146 (acréscimo de 13,39%), com manutenção da letalidade em 6,8% (vide abaixo).

[/et_pb_text][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/05/Ativo-2@3x.png” show_in_lightbox=”on” _builder_version=”4.4.2″][/et_pb_image][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/05/Ativo-3@3x.png” show_in_lightbox=”on” _builder_version=”4.4.2″ custom_margin=”||15px|||” custom_padding=”19px|||||”][/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″]

Patos de Minas

O município de Patos de Minas até o dia 08.05.2020 contava com 340 casos suspeitos de COVID-19, sendo apenas 16 casos confirmados, ao contrário do que consta no site do Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (19 casos), 01 óbito e 50 casos descartados (vide abaixo). A faixa etária onde prevalece o maior número de casos suspeitos é de 20 a 59 anos sendo que o sexo feminino responde por 57,5% dos casos e o sexo masculino por 42,5%. Os casos positivos, 10 são da faixa etária de 25 a 45 anos (62,5%), 03 da faixa etária de 50 a 59anos (18,75%) 01 da faixa de 60 a 69 anos (6,25) e dois da faixa etária de 70 a 79 anos (12,5), com o óbito incluso nessa faixa.

A Gerência de Epidemiologia já entrou em contato com a SES/MG – COE (Centro de Operações Estratégicas) e Superintendência Regional de Saúde para que as correções sejam realizadas e as informações, tanto municipais, quanto estaduais possam ser alinhadas. Relativo à taxa de ocupação hospitalar, também, até o dia 08.05.2020, haviam 03 pacientes suspeitos de Patos de Minas internados por COVID-19, sem ocupação de leitos de UTI. No momento a situação do município em relação à ocupação de leitos por COVID-19 é estável.

[/et_pb_text][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/05/Ativo-4@3x.png” show_in_lightbox=”on” _builder_version=”4.4.2″ custom_padding=”||10px|||”][/et_pb_image][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/05/Ativo-5@3x.png” show_in_lightbox=”on” _builder_version=”4.4.2″ min_height=”295px” custom_padding=”||10px|||”][/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″ custom_padding=”10px|||||”]

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Como explanado no início deste Boletim, as medidas de controle da epidemia por COVID19 estarão sempre na pauta das autoridades (governo, governadores, prefeitos e autoridades de saúde), quer seja como recomendações ou nos casos extremos, imposições. Tais medidas apesar de nem sempre serem simpáticas, aliadas à manutenção das etiquetas de higiene, são a forma mais eficaz de prevenção da disseminação da doença e devem ser respeitadas para o bem comum de toda a sociedade e neste sentido trazer reflexos positivos no seu enfrentamento.

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]