Boletim Epidemiológico – COVID 19 – 30/04/2020

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A pandemia de coronavírus tornou a situação de saúde pública mundial em um momento paradoxal, onde as limitações de conhecimento da doença, a falta de vacina e medicamentos para a proteção ou cura das pessoas expostas ou doentes levam a atitudes as vezes desencontradas por parte das autoridade de saúde. Diante do contexto, as medidas de prevenção mais eficazes são as não farmacológicas: higienização das mãos, etiqueta respiratória, o distanciamento social seletivo ou ampliado e, em situações extremas, o bloqueio total – lockdown.

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Sendo a Alemanha um dos países de referência na resposta internacional e Christian Drosten, virologista e um dos criadores do Protocolo Charité de rRT-PCR do COVID-19 utilizado em todo o mundo, admite que a manutenção do bloqueio por mais tempo não irá impedir a ocorrência de bolsões de alta prevalência, como casas de idosos, onde se levará mais tempo para erradicar a doença e onde poderia ocorrer um ressurgimento rápido, mesmo se o bloqueio fosse prolongado.

Pode-se levar em conta que a contenção da epidemia não ocorrerá apenas com o rastreamento de contatos humanos. Fortes evidências apontam que quase metade das infecções ocorre antes do aparecimento dos primeiros sintomas, o que faz com que as equipes de vigilância tenham que trabalhar para identificar os indivíduos que foram expostos em uma corrida contra o tempo onde a ação e os recursos necessários são fundamentais para o sucesso do mapeamento geográfico dos indivíduos identificados e pessoas potencialmente expostas sejam isoladas o mais rápido possível. Uma boa ferramenta a ser utilizada é o rastreamento eletrônico através da geolocalização de aparelhos celulares.

Diante de todo o trabalho a ser realizado, especialistas referem que para se alcançar a imunidade coletiva é necessário que 60 a 70% da população seja infectada. A compreensão da imunidade coletiva deve levar em conta uma completa homogeneização da população e não se tem como estipular quanto tempo será necessário para se atingir o nível de imunidade coletiva. Um fator agravante, são as complexas relações sociais, que não seguem padrões bem definidos, com mutações constantes e gerando novas exposições ao longo do tempo e que podem levar a novas ondas de infecção.

Há, portanto, limitações para se descrever com modelos matemáticos, se um determinado local já atingiu o nível de soroprevalência, pois os testes ainda não são em quantidade suficiente e precisam ser aprimorados. Também, a definição da qualidade da amostra, a habilidade do profissional e o tipo de amostra (secreção, sangue capilar, soro) e a disponibilidade dos testes com base na interpretação dos resultados e condições clínicas e epidemiológicas que poderão fornecer os parâmetros de qualidade da testagem (figura abaixo). (MS, Boletim COE, nº 14). Outro fator que ainda não trouxe conclusões para o tema da imunidade coletiva é a hipótese de que outros coronavírus, que já circularm há décadas no Brasil e causam o resfriado comum poderiam oferecer proteção ao novo vírus ou até mesmo gerar reações cruzadas com os testes sorológicos já disponíveis. Ainda não há certeza, mas pode ser plausível.

A realização de testes em massa deve ser realizada e interpretada de forma relativa, pois apesar de serem feitos em grande volume, prevê um grupo definido de pessoas a serem testadas. Para que sejam efetivos, os parâmetros epidemiológicos devem ser seguidos e deve haver a disponibilidade de testes e suas características (molecular e sorológico). Não se deve interpretar essa estratégia para testar toda a população, haja visto que nenhum país do mundo adotou essa medida. Também não há insumos suficientes para suprir toda a demanda. Os testes que serão distribuídos pelo Ministério da Saúde devem ser aplicados estritamente de acordo com a bula do fabricante. Irão apresentar melhores resultados quando forem aplicados em pessoas sintomáticas e nos grupos definidos no protocolo, trabalhadores de serviços de saúde e segurança, devido a serem mais expostos e atuarem na linha de frente.

Segundo Drosten, mesmo na Alemanha, com sua enorme capacidade de testagem e a maior parte direcionada a pessoas sintomáticas, não houve alta taxa de positividade (em torno de 8%). Isso pode modificar, de acordo com a fase da epidemia em cada município/região. (MS, Boletim COE, nº 14).

[/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row _builder_version=”4.4.2″ custom_margin=”|auto|-12px|auto||” custom_padding=”||3px|||”][et_pb_column type=”4_4″ _builder_version=”4.4.2″][et_pb_image src=”https://patosdeminas.mg.gov.br/portal/saude/wp-content/uploads/sites/3/2020/04/Ativo-1@3x-1.png” show_in_lightbox=”on” _builder_version=”4.4.2″ custom_margin=”||-5px|||” custom_padding=”||0px|||”][/et_pb_image][et_pb_text _builder_version=”4.4.2″]

 ALERTA

Segundo reportagem publicada pelo Jornal Folha de São Paulo em 29.04.2020, o Brasil
possui a maior taxa de reprodução de Covid-19 dentre 48 países analisados pelo Imperial College de Londres.

O indicador, também denominado de RO, mostra para quantas pessoas cada  infectado pode transmitir a doença. Quanto mais alto o indicador, maior a velocidade de transmissão, e maior o risco de uma possível sobrecarga no sistema de saúde.

Na semana corrente, que começou na segunda (26 de abril), o RO do Brasil era de 2,81, então cada infectado transmite a doença para cerca de 03 pessoas, segundo as estimativas do Centro de Doenças Infecciosas da Universidade de Londres (MRC), um dos mais respeitados do mundo na análise de epidemias.

Em vários países do mundo, governos têm considerado que as restrições de mobilidade só poderão ser relaxadas sem risco para o sistema de saúde se o número de reprodução ficar abaixo de 1.

A Alemanha, que é considerada uma das nações mais bem sucedidas no controle da
doença, conforme dito anteriormente, o número de reprodução calculado pelo MRC é de 0,8 (com uma variação de 0,65 a 1,14). O Brasil é, ao lado dos Estados Unidos, um dos dois únicos países com previsão de mais de 5.000 mortes para a próxima semana, e a tendência é de haver crescimento nos contágios, segundo o estudo, assinado por 47 pesquisadores.

As estimativas da tendência de contágio pelo instituto e o número de mortes na próxima semana, para os 48 países, se baseiam no fato de que nesta semana, contabilizavam ao menos cem mortes pelo coronavírus desde o começo da pandemia e no mínimo dez mortes em cada uma das semanas anteriores.

O Brasil faz parte dos 09 entre os 48 países em que a infecção pelo coronavírus está em
trajetória ascendente, acontecendo o mesmo no Canadá, Índia, Irlanda, México, Paquistão, Peru, Polônia e Rússia. De acordo com os cálculos, a transmissão do coronavírus está cainda em 04 dos 48 países estudados (Itália, França, Espanha e República Dominicana. Em 23 países, incluindo Alemanha, Portugal, Bélgica, Colômbia e EUA, a situação está estabilizada. Já em 12 países, incluindo a Argentina e Coréia do Sul, a tendência é incerta.

A previsão de mortes para a semana seguinte, do Imperial College se base no número de mortes divulgado, que é considerado mais confiável que o de casos confirmados (nos quais a política de testes pode ter impacto marcante). Nos países em que ocorre falha na divulgação dos dados, as previsões podem estar subestimadas, e portanto, variam de acordo com a qualidade da coleta e divulgação dos dados. No estudo também há a ressalva de que as estimativas de transmissão refletem a situação epidemiológica no momento da infecção para os casos de morte por Covid-19, portanto, o impacto de medidas de controle aparece com uma defasagem de cerca de 10 dias.

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Números subestimados

O estudo também tem como outro objetivo, analisar a contabilidade de casos por país, sendo que o número de mortes divulgadas é comparado com o de casos confirmados pelo país para se verificar se a proporção entre os dois dados obedece ao esperado.

Portanto, deve-se ter como premissas para essa análise, de que todas as mortes foram informada, e de que o intervalo entre a confirmação de um caso e a morte é em média de dez dias (com um desvio padrão de 02 dias) e a taxa de mortalidade por caso confirmado é de 1,38% (de 1,23% a 1,53%, com intervalo de confiança de 95%).

Com base nos parâmetros citados, o MRC calcula que o número confirmado de casos no Brasil é de 10,4% da quantidade efetiva, o sexto menor entre os 48 países, à frente da Hungria, com 10,3% e atrás do Reino Unido, com 10,6%. O México fica com maior subnotificação de casos: com base no número de mortes relatadas, o número de casos confirmados é de 5,8% do total efetivo. 

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Israel (com 100% dos casos efetivos reportados) e Arábia Saudita (93%) figuram como os países mais precisos no relato do número de casos, de acordo com a análise do Imperial College.

Até a manhã de 30.04.2020 (10:40 hs) haviam 3.241.495 casos confirmados no mundo, com 288.884 mortes.

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Transmissão em alta

Brasil
Canadá
Índia
Irlanda
México
Paquistão
Peru
Polònia
Rússia

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Transmissão em queda

Itália
Espanha
França
República Dominicana

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Transmissão em estabilizada

Alemanha
Argélia
Bangladesh
Bélgica
Colômbia
Equador
Egito
Estadps Unidos
Filipinas
Grécia
Holanda
Indonésia
Irã
Israel
Panamá
Portugal
Reino Unido
República Tcheca
Romênia
Suécia
Suíça
Turquia
Ucrânia

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Transmissão em incerta

Arábia Saudita
Argentina
Áustria
Chile
Coréia do Sul
Dinamarca
Finlândia
Hungria
Japão
Marrocos
Noruega
Sérvia

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Os casos confirmados em Patos de Minas até o momento do fechamento deste Boletim Epidemiológico atingiram o número que estava sendo divulgado erradamente pelo site da Secretaria de Estado da Saúde. Tal elevação do número de casos em apenas dois dias torna-se fator preocupante, já que o impacto de 03 casos novos sobre o número de casos confirmados corresponde a um acréscimo de 27,27% no número de casos.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo epidemiológico, principalmente pandemias/epidemias é importante para se
estabelecer a progressão da doença e a infectividade no território acometido. Tais estudos são baseados evidencias científicas e serão norteadores de ações e intervenções das autoridades de saúde para o bloqueio, erradicação e/ou minimização dos efeitos negativos sobre a saúde humana.

Diante do exposto acima, as previsões para o Brasil ainda são de que a epidemia não
atingiu o ápice da curva e que muito ainda devemos fazer para que o controle da doença Covid-19 seja o mais adequado para que os prejuízos, tanto de perdas de vidas como econômicas sejam minimizados e que não só o mundo, mas o país possam voltar a uma situação de normalidade com mais equilíbrio de saúde, social e econômico.

REFERÊNCIAS

Ministério da Saúde, Boletim COE nº 14, Brasília, 48 p., 26.04.2020.
https://saude.gov.br
https://vigilancia.saude.mg.gov.br
https://folha.uol.com.br (edição de 29.04.2020)
https://bigdata-covid19.icict.fiocruz.br/
https://ncov2019.live
Elaborado por: Erivaldo Rodrigues Soares – Matr. 6143 – Encarregado de Informações e
Estatísticas
Patos de Minas, 30 de abril de 2020. – Dados sujeitos a alterações

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